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AUDI A4 x JAGUAR XE: COMPARATIVO

AUDI A4 x JAGUAR XE: COMPARATIVO

Sedã alemão se renova e aposta em conforto para alcançar Mercedes C. Concorrente inglês mira em receita do BMW Série 3 para emplacar.

Audi A4 e Jaguar XE são dois representantes de uma nova leva de sedãs médios premium. Enquanto o primeiro ganhou nova geração, o segundo é inédito. A briga deles, porém, deve mesmo é ser pelo terceiro lugar em um segmento dominado por Mercedes-Benz Classe C e BMW Série 3.
Antagônicos nas fórmulas, o A4 tem perfil mais próximo do Classe C, tendo o conforto como maior vocação, enquanto o XE tem em seu DNA muito do que consagrou o Série 3, como a tração traseira.
Para este confronto, foram selecionadas as versões Launch Edition Plus do A4 e R-Sport do XE. Logo de cara, a primeira diferença considerável. Enquanto o Audi tem tabela em R$ 199.990, o sedã inglês parte de R$ 217.460. Uma diferença de R$ 17.470 que não pode ser desprezada.
 
COMPARATIVO
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Alemanha na frente
Ambos são bem equipados, com airbags laterais e de cortina, modos de direção, teto solar elétrico, sensores de luz, chuva e estacionamento - dianteiro e traseiro, bancos de couro com ajustes elétricos, controle de velocidade de cruzeiro, start-stop, bancos de couro e central multimídia com navegação por GPS.
Mas o Audi leva nova vantagem. Embora só o Jaguar ofereça regulagem elétrica do volante e três posições de memória para volante e banco do motorista, o A4 dá o troco, com mais itens de comodiade.
Ele conta com ar-condicionado de três zonas (o Jaguar tem apenas duas), acesso ao veículo e partida sem a necessidade de chaves nas mãos (no XE, apenas a partida pode ser dada sem a chave), faróis e lanternas full LED, alerta de veículos nas laterais, quadro de instrumentos totalmente digital e configurável e head-up display, que projeta informações de velocidade e GPS no para-brisa, diante do motorista.
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Conservador e vanguardista
Os dois são ótimos exemplos de bom acabamento, com fartura de áreas forradas com material emborrachado. O Jaguar traz um volante todo acolchoado de ótima pegada, da mesma forma que todas as teclas do Audi são de material agradável aos dedos.
A cabine do A4 é uma mescla de conservadorismo no visual e vanguarda nos comandos. O ar-condicionado, por exemplo, tem botões que podem ser acionados por proximidade. Basta chegar perto da tecla que o comando em questão aparece na pequena tela.
Outra “traquitana” tecnológica no A4 é o Virtual Cockpit, o quadro de instrumentos com tela de 12,3 polegadas totalmente configurável. Este, talvez, seja o aspecto mais bacana de todo o interior do A4. Com ele, dá pra escolher a informação que o motorista quer privilegiar, como mapa, dados de consumo, velocímetro e conta-giros.
Já a cabine do XE é repleta de traços modernos, com direito a um arco que começa no painel das portas e segue por todo painel. A marca inglesa replicou a fórmula de retirar a alavanca de câmbio convencional e colocou no lugar um elegante seletor, que é recolhido quando o carro é desligado. Já os comandos das portas em dois níveis (um para os vidros e outro para a memória dos bancos) é confuso, mas confere um visual único.
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Parece um Corolla

O sedã inglês é mais ruidoso - e isso vale para qualidades e defeitos. O motor 2.0 de 240 cv de origem Ford tem um som mais encorpado do que o propulsor de mesma cilindrada e 50 cv a menos da Audi, que mais faz lembrar um Toyota Corolla.

Por outro lado, o funcionamento do A4 é consideravelmente mais silencioso do que o do XE. Praticamente não se ouve o motor funcionando, isso graças não só à mansidão do 2.0 alemão, mas também ao excelente trabalho no isolamento acústico do A4.

Enquanto isso, no XE ouve-se a suspensão trabalhando, o motor roncando e até o clique dos botões da central multimídia ao realizar um comando. Sinal de que falta um tanto de refinamento na montagem.

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Como andam?

O silêncio do A4 ao rodar combina com o comportamento "pacato" do sedã. O Audi é voltado para o conforto, enquanto o XE tem uma pegada bem mais esportiva.

O A4 preza por uma direção leve, e a suspensão de 5 braços (nas 4 rodas) faz um ótimo trabalho ao filtrar as imperfeições do solo. Os modos de direção, porém, conseguem dar algumas variações ao volante. No modo Efficiency, voltado para a economia de combustível, o carro chega a lembrar o desempenho de um modelo com motor 1.4.

No Dynamic, por outro lado, o desempenho agrada. Aí que aparece a excelente transmissão S-Tronic, de dupla embreagem e sete marchas. Com ela, as trocas são praticamente imperceptíveis. A aceleração de 0 a 100 km/h é feita em 7,3 segundos.

O Jaguar tem comportamento contrário. Dono de uma suspensão mais dura e direção mais precisa, o XE empolga mais ao volante. Apesar de ter os controles de tração e estabilidade, os auxílios eletrônicos são um tanto permissivos, deixando a traseira escorregar um pouco, arrancando sorrisos do motorista que gosta de uma tocada mais dinâmica.

Segundo números de fábrica, o XE vai de 0 a 100 km/h em 6,8 segundos, ou 0,5 segundo mais rápido do que o Audi. Outro ponto interessante é que o modo mais esportivo do Jaguar é mais intenso do que no A4, desde a iluminação vermelha do quadro de instrumentos até a diferença na sensibilidade do pedal do acelerador. 


Andar mais, porém, tem suas desvantagens. No consumo, o Audi se saiu bem melhor. Com o dois carros no modo mais econômico, o XE registrou 7,7 km/l na cidade, contra 9,6 km/l do Audi. Na estrada, a diferença foi menor, de 13,1 km/l no A4, contra 12,6 km/l no Jaguar.

Um ponto em que o Jaguar vai mal é a altura em relação ao solo. São apenas 11 cm. Muito baixo, o sedã raspa a dianteira e o assoalho em praticamente qualquer valeta ou saída de garagem, mesmo triplicando a dose de cuidado.

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Salas de estar

Em porte e espaço interno, os dois sedãs se equivalem. Apesar de ser 6 cm mais comprido (veja ficha técnica), com 4,73 m, o A4 é 2 cm menor no entre-eixos, com 2,82 m. Porém, a sensação de espaço no A4 é maior do que no XE. Isso porque o Jaguar tem teto mais baixo e túnel central mais alto, para acomodar o eixo cardã da tração traseira.

Os bancos de couro de ambos trazem espuma de boa densidade, e contam com amenidades como tomada 12V, descanso para os braços com porta-copos e saídas de ar-condicionado (no caso do Audi, há controle de temperatura).

No porta-malas, nova vantagem para o A4. Ali vão 480 litros, contra 455 litros no XE. O compartimento do Audi é iluminado por LED. Já o Jaguar traz uma pequena lâmpada convencional.

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Conclusão

O Audi A4 evoluiu muito nesta nova geração. O sedã alemão melhorou nos pontos em que era mais vulnerável diante da concorrência. O design se tornou contemporâneo, o câmbio CVT foi trocado pela ótima transmissão S-Tronic, apurando a dirigibilidade, enquanto o espaço interno aumentou e a lista de equipamentos ficou mais recheada.

Por outro lado, o desafiante inédito da Jaguar traz praticamente tudo que um fã de carros esportivos gosta. Motor potente, prazer ao dirigir e suspensão firme. Tudo isso com um visual arrebatador, digno de fazer pescoços virarem por onde ele passa.

Com origens tão distintas, é simples explicar a vitória fácil do A4 neste embate. Embora o Jaguar ande mais, o Audi anda melhor. Não fica devendo tanto em desempenho, mas compensa com sobras no conforto ao rodar, na lista de equipamentos e principalmente no preço.

 

Por: André Paixão / Matéria Extraída de: http://goo.gl/t6O7Tb

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