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BLINDADOS CONTRA A CRISE ECONÔMICA

BLINDADOS CONTRA A CRISE ECONÔMICA

Hoje, o Brasil tem uma frota de mais de 84 mil veículos e São Paulo lidera o ranking nacional!

 

 

Um mercado focado no consumidor de alto poder aquisitivo e que não sente os efeitos da recessão: as empresas de blindagem de veículos não se queixam da falta de clientes. Hoje, o Brasil tem uma frota de mais de 84 mil veículos e São Paulo lidera o ranking nacional, com quase 70% deles. Quem quiser se proteger, precisa gastar em torno de R$ 60 mil.

O empresário paulista Pablo Marcello assiste ao noticiário diariamente e vê sempre as mesmas histórias: assalto, furto, homicídio, latrocínio. A violência diária em São Paulo.

'Alguns amigos tiveram problemas... E todos os meus amigos me encheram a paciência: blinda, blinda, blinda... Aí antes de acontecer alguma coisa eu fui lá e blindei.'

Pablo começou a andar de carro blindado em 2012, ano em que o roubo e furto de veículos registrou um aumento de 6% em São Paulo, com quase 200 mil casos. Ele comprou mais dois carros em 2014, quando a Secretaria de Segurança Pública já registrava 220 mil crimes desse tipo por ano. Com o carro blindado, ele teve que mudar alguns hábitos.

'A entrada e a saída do veículo é muito diferente. Você precisa ficar muito mais esperto. Com um blindado, você está seguro dentro do carro. O grande problema é no embarque e desembarque, tem que ficar muito mais atento sobre onde você para e onde você não para. Um criminoso, por exemplo, se quiser te assaltar, vai te seguir até você sair do carro.'

Enquanto muitos setores amargam os efeitos da crise econômica entrando no vermelho, o mercado de blindagem de veículos se manteve estável, segundo o Exército. Com o aumento dos índices de criminalidade, a frota civil já passa de 84 mil unidades. Esse número não inclui, por exemplo, veículos militares ou de empresas de transporte de valores.

São Paulo é líder disparado entre os estados, com 58 mil carros, quase 70% da frota nacional. Rio de Janeiro, com 12%, e Ceará, com quase 7%, aparecem em seguida no ranking. Os outros 23 estados e o Distrito Federal detêm apenas 10% do mercado.

A blindagem de veículos possui três níveis permitidos pelo Exército para o uso por civis, mas quase 100% dos consumidores recebem blindagem do tipo A3. Esse nível é capaz de receber até cinco tiros de pistola ou revólver, mas não oferece segurança contra o disparo de fuzil, por exemplo, que é um armamento de ampla utilização por criminosos no Brasil. Quando um carro é blindado, é preciso trocar os vidros e amortecedores e colocar chapas ao redor de toda a cabine.

Mas quem são essas pessoas que pagam cerca de R$ 60 mil para reforçar a segurança do próprio carro? O presidente da Associação Brasileira de Blindagem, Rogério Garrubbo, vê predomínio de famílias de classa alta, com renda familiar entre R$ 10 mil e R$ 20 mil.

'A maioria é de carros na faixa de R$ 100 mil. É um Corolla, um Civic, um Jetta... Quem pode comprar um carro e meio nessa faixa, não deixa de ser um público AA, né? São pessoas com renda familiar entre R$ 10 mil e R$ 20 mil.'

Esse público-alvo é composto normalmente por empresários. Mas o sócio da Splendore Blindagem, Glauco Splendore, diz que o homem não costuma ser o primeiro membro da família a ter o carro blindado.

'Se você não tem poder aquisitivo para ter dois, três carros blindados em casa... Quando a pessoa tem família, por exemplo, vejo que o primeiro blindado vai pra esposa e pra filha. Acontece muito com casal novo. Casou e teve a primeira criança. Não tem dinheiro para dois blindados. Aí ele vem e fala: quero que minha esposa e minha filha andem com blindado. Eu me seguro até a hora que eu puder.'

Foi o que aconteceu com a estudante carioca Julia, que vive no Rio de Janeiro. A cidade vive níveis alarmantes de violência.

Dados do Instituto de Segurança Pública revelaram que em 2016, os casos de latrocínio, o roubo seguido de morte, aumentaram quase 80%. Já os roubos de veículos subiram 34%.

Hoje, Julia e o irmão dividem um carro blindado.

'Não aconteceu nada comigo, nem com ele. Mas volta e meia acontece alguma coisa em volta da gente. Eu vou todo dia para o Centro, sou menina, volto sozinha às 22h50... Todo dia do Centro pra São Conrado. Já não é uma distância tranquila normalmente, ainda mais quase 23h. Eu chego em casa quase à meia-noite.'

No entanto, dirigir um carro blindado é diferente de dirigir um carro normal. O veículo fica cerca de 170kg mais pesado do que o modelo original. É como se ele carregasse constantemente uma família.

Especialistas indicam inclusive cursos de direção evasiva, para ajudar na fuga de um possível assalto e evitar que os condutores também entrem para as estatísticas.

 

 

 

 

Disponível em http://cbn.globoradio.globo.com/editorias/economia/2017/03/10/BLINDADO-CONTRA-A-CRISE-ECONOMICA.htm Editado por Equipe Cars Premium

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