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TOYOTA COROLLA, NISSAN SENTRA E CHEVROLET CRUZE: COMPARATIVO

TOYOTA COROLLA, NISSAN SENTRA E CHEVROLET CRUZE: COMPARATIVO

Renovados, Cruze e Sentra 'correm atrás' do líder isolado, Corolla. Sedãs médios estão entre os mais vendidos do segmento no país.

A liderança do Corolla em seu segmento é algo surpreendente. Mesmo a atual geração sendo mais antiga do que seus rivais, o modelo é capaz de vender mais do que todos os seus concorrentes, juntos.
Mas há uma nova ofensiva de sedãs médios que, se não conseguem tomar a liderança do Toyota, tentam deixar a disputa mais parelha.
Aqui, estão reunidos dois novos competidores para o sedã médio líder, Nissan Sentra e Chevrolet Cruze, respectivamente, terceiro e quarto colocados no ranking.
Mas e o segundo mais vendido? É o Civic. Ele não aparece aqui porque ganhará uma nova geração em agosto, totalmente reformulada.
Por enquanto, foram avaliadas as versões topo de linha do trio. No Corolla, é a Altis, de R$ 105.220, no Sentra, a SL, de R$ 95.990, e no Cruze, a LTZ 2 (ou LTZ, com o pacote R7F, como aparece na seção "Monte o seu" do site da marca), de R$ 107.450.
Se há diferenças no preço, em porte, os três são bem parecidos, todos com comprimento na casa dos 4,60 metros e entre-eixos de 2,70 m (veja ficha técnica).
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O Corolla se parece com aquele edifício construído há pouco tempo, cheio de apartamentos aconchegantes, mas com preço acima da média do mercado, e que oferece um condomínio sem grandes atrações.
Sua atual geração data do início de 2014, ou seja, pouco menos de dois anos e meio atrás. Nem é tão antiga, mas, comparando com os rivais, é a que não apresenta novidades há mais tempo. Este é apenas um dos motivos que explicam o Corolla ser o "lanterna" no comparativo.
Em todas as versões, ele é menos equipado do que os principais concorrentes. A Altis é a segunda mais cara do trio. Custa R$ 2.230 a menos do que a versão topo de linha do Cruze e R$ 9.230 a mais do que a do Sentra, e entrega menos do que os dois.
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 A maior falha é não oferecer controles de tração e estabilidade, itens que serão obrigatórios a partir de 2020 para novos veículos. Além de o item ser de série nos outros 2 rivais, até o Ford Ka 1.0 SEL, de R$ 48.140, sai de fábrica com o equipamento.
O pacote do Toyota de R$ 105 mil inclui 7 airbags (laterais, de cabeça e de cortina, para motorista, além dos 2 frontais obrigatórios), ar-condicionado digital, faróis de LED, banco do motorista com ajustes elétricos, acesso e partida sem chave, acendimento automático dos faróis, espelho interno anti-ofuscamento e central multimídia com GPS, câmera de ré e TV digital.
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Apenas correto
Na hora de dirigir, o Corolla não entrega a mesma boa sensação do Cruze. No entanto, agrada mais do que o Sentra. Mas não o suficiente para cobrar quase R$ 10 mil a mais. O motor 2.0 de 153 cavalos é casado com um bom câmbio automático do tipo CVT com sete marchas simuladas.
O Toyota oferece posição de dirigir mais baixa do que os outros dois carros, fato que até poderia sugerir certa esportividade. Mas o conservadorismo e o foco no conforto dos ocupantes são lemas do sedã, dono de uma direção leve e suspensão macia.
Em consumo de combustível, ele alterna a segunda e a terceira colocação com o Sentra. O Cruze, em todas as condições aferidas pelo Inmetro, se sai melhor (veja quadro).
O Corolla também tem o custo de manutenção mais alto. Somadas, as 5 primeiras revisões do Toyota custam R$ 2.426,93, contra R$ 2.315 do Sentra e R$ 2.096 do Cruze.
O Toyota só se "dá bem" na hora de cotar seguro. Em levantamento da Bidu Seguros, com três companhias, e perfil de homem, 35 anos, casado, sem filhos e residente em São Paulo, o Corolla foi o que teve valor mais baixo, de R$ 3.801, contra R$ 3.899 do Cruze e R$ 4.351 do Sentra.
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Se o Corolla é o "apartamento" seminovo e supervalorizado, o Sentra é um "edifício" mais antigo, que passou por uma recente remodelação. Além de ganha uma "fachada" mais contemporânea, passou por melhorias nos equipamentos para os moradores.
De olho nos lançamentos dos novos Cruze e Civic, a Nissan antecipou em quase 6 meses a chegada do Sentra renovado ao Brasil. O sedã era cotado para desembarcar por aqui apenas no final do ano, mas começou a ser vendido em maio.
Além de um visual atualizado, com bem mais personalidade, o Sentra perdeu a opção de câmbio manual, mas ganhou muito em equipamentos.
A versão SL, por exemplo, é a única deste comparativo a trazer ar-condicionado digital com possibilidade de temperaturas diferentes para motorista e passageiro e teto solar elétrico.
Também há um novo pacote de sistemas de segurança, com alertas de ponto cego, risco de colisão frontal e de tráfego cruzado, que ajuda na hora de sair de uma vaga de estacionamento.
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Falta refinamento
A Nissan é uma das marcas que melhor sabem ajustar um câmbio CVT. No Sentra não é diferente, e a caixa cai bem com o motor de 2 litros e 140 cv – o menos potente do trio.
Mas o desempenho não desaponta. Ao menor sinal de que o motorista precisa de mais força, o sedã responde prontamente, modificando a relação das polias e dando força ao sedã de 1.360 kg.
O resultado, além da arrancada do veículo, é indesejado. Ao passo em que o carro ganha velocidade, o ruído na cabine fica mais alto, enquanto o consumo vai para o espaço.
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O Sentra só não se saiu melhor neste comparativo pela falta de um melhor ajuste fino por parte da Nissan. A posição de dirigir é muito alta, e os bancos não são dos mais confortáveis – os assentos poderiam ser iguais aos do Kicks, por exemplo.
Ele poderia ter uma cabine com mais personalidade – o acabamento, pelo menos, é de boa qualidade. Destaque para o sistema de som da grife Bose, de boa qualidade, mas que é ofuscado pelo mau isolamento acústico.
No fim das contas, o Sentra é a melhor opção para quem tem orçamento limitado a R$ 100 mil.
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Por fim, o campeão deste comparativo é como um condomínio recém-inaugurado. Moderno, tem linhas atuais e seus apartamentos são completos e inteligentes. É difícil encontrar semelhanças entre as duas gerações do Cruze. A nova é muito melhor do que o sedã sem graça e de pouca personalidade que deixa o mercado.
Além de um desenho muito bem resolvido, ele passa a ter um novo motor 1.4 turbo, que desenvolve 153 cv e 24,5 kgfm de torque.
A transmissão automática de 6 marchas poderia ser mais rápida, mas nada que prejudique o bom desempenho do Chevrolet.
O conjunto agrada, oferecendo desempenho e conforto na dose certa.
Mesmo voltado ao bem-estar dos ocupantes, como um típico sedã americano, ele não desaponta na hora de contornar curvas.
De quebra, os números de consumo, sempre segundo o Inmetro, são os melhores do comparativo. E nos tempos modernos, se dá melhor quem anda mais e "bebe" menos.
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Tecnológico
A diferença entre o Sentra e o Cruze é de mais de R$ 11 mil. Mas, ao contrário do Corolla, o Cruze justifica o investimento extra com uma enxurrada de itens de tecnologia e conforto, além de uma condução mais apurada – a melhor dos 3 carros aqui listados.
Assim como no Nissan, o Chevrolet oferece muita ajuda ao motorista, com alertas de ponto cego, risco de colisão frontal e de tráfego cruzado. Mas só o GM atua, mantendo sozinho a trajetória do veículo em curvas e na faixa.
Sua central multimídia é a única com possibilidade de espelhamento de celulares com os sistemas Android Auto e Apple CarPlay. Ainda há um carregador por indução, mas ele funciona apenas em uma pequena variedade de aparelhos, e só com a inclusão de um case, que serve como adaptador.
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Outro mimo que o Cruze oferece é o assistente pessoal OnStar. Ele está disponível gratuitamente por 12 meses, e tem funções como assistente de emergência e concierge, que pode fornecer desde as notícias do dia, como também reservar mesa em um restaurante vietnamita para comemorar o aniversário de casamento.
Por: André Paixão e Peter Fussy / Extraído de http://g1.globo.com/carros/noticia/2016/08/toyota-corolla-nissan-sentra-e-chevrolet-cruze-comparativo.html
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